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PERGUNTAS FREQUENTES

Você sabe o é a sepse?

Antigamente era conhecida como septicemia ou infecção generalizada, na verdade, trata-se de uma inflamação generalizada do próprio organismo contra uma infecção que pode estar localizada em qualquer órgão. Essa inflamação pode levar a parada de funcionamento de um ou de mais órgãos, com risco de morte quando não descoberta e tratada rapidamente.

Atualmente a sepse é a principal causa de mortes nas unidades de terapia intensiva (UTI). A sepse mata mais do que o infarto do miocárdio e do que alguns tipos de câncer.

O nosso país tem uma das mais altas taxas de mortalidade do mundo pela sepse. Estima-se que 400 mil novos casos são diagnosticados por ano e 240 mil pessoas morrem anualmente.

Esse quadro precisa mudar e você também pode ajudar!

Entender o que é a sepse já é um importante passo nessa luta que não é apenas dos profissionais de saúde, mas de todos nós.

Quem tem mais risco de adquirir sepse?

Prematuros; crianças abaixo de um ano; idosos acima de 65 anos; pacientes com câncer, AIDS ou que fizeram uso de quimioterapia ou outros medicamentos que afetam as defesas do organismo, pacientes com doenças crônicas como insuficiência cardíaca, insuficiência renal, diabetes; usuários de álcool e drogas e pacientes hospitalizados que utilizam antibióticos, cateteres ou sondas.

MAS ATENÇÃO: Qualquer pessoa pode ter sepse.

Como a sepse pode ser diagnosticada?

Embora não existam sintomas específicos, todas as pessoas que estão passando por uma infecção e apresentam febre, aceleração do coração (taquicardia), respiração mais rápida (taquipneia), fraqueza intensa e tonteiras e pelo menos um dos sinais de gravidade, como pressão baixa, diminuição d quantidade de urina, falta de ar, sonolência excessiva ou ficam confusos (principalmente os idosos) devem procurar imediatamente um serviço de emergência ou o seu médico.

Quais os tipos de infecção podem evoluir para sepse?

Qualquer tipo de infecção, leve ou grave, pode evoluir para sepse. As mais comuns são a pneumonia, infecções na barriga e infecções urinárias. Por isso quanto menor o tempo com infecção, menor a chance de surgimento da sepse. Para tal, o tratamento rápido das infecções é uma estratégia que deve ser adotada.

O tratamento da sepse exige recursos sofisticados?

Não. A maioria das medidas eficazes para tratamento da sepse pode ser realizadas com o treinamento dos profissionais de saúde, utilizando recursos disponíveis na maioria das unidades de saúde.

Como é o tratamento?

O principal tratamento da sepse é administrar antibióticos pela veia o mais rápido possível. Podem ser necessários oxigênio, líquidos na veia e medicamentos que aumentem a pressão arterial. A diálise pode ser necessária se os rins pararem de funcionar. Um aparelho de respiração artificial pode ser utilizado em caso de dificuldade respiratória grave.

É possível prevenir a sepse?

O risco de sepse pode ser diminuído, principalmente em crianças, respeitando-se o calendário de vacinação. Uma higiene adequada das mãos e cuidados com o equipamento médico podem ajudar a prevenir infecções hospitalares que levam à sepse. Mas atenção: sepse não acontece só por causa de infecções hospitalares. Assim, bons hábitos de saúde podem ajudar. Outra dica importante é evitar a automedicação e o uso desnecessário de antibióticos.
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SOBRE A SEPSE NO MUNDO

Mortes por ano no Brasil
de casos neonatal
de mortes no mundo

Depoimentos

“Levando em consideração que cerca de metade dos pacientes com sepse são atendidos em um serviço de urgência e emergência a ABRAMURGEM (Associação Brasileira de Medicina de Urgência e Emergência) sente-se diretamente responsável em apoiar iniciativas que promovam o conhecimento, a capacitação, e a educação continuada na SEPSE. A responsabilidade do médico emergencista é muito grande. Estamos ao lado de entidades como ILAS, e prontos para colaborar na luta para melhorar nossos indicadores nacionais.”

DR. FERNANDO SABIA TALLO
Presidente da ABRAMURGEM (Associação Brasileira de Medicina de Urgência e Emergência)

“A mortalidade por sepse hoje no Brasil é elevada, principalmente em hospitais públicos. Um dos principais problemas para o controle da sepse no Brasil é o atraso no diagnóstico, motivado não apenas pelo desconhecimento da doença pelos pacientes e familiares mas pela própria equipe de saúde. Todos os nossos esforços precisam ser feitos para aumentar a percepção sobre a sepse e para que nossas instituições efetivamente implementem protocolos de tratamento…”

DRA. FLÁVIA MACHADO
Professora Adjunta e Chefe do Setor de Terapia Intensiva da Disciplina de Anestesiologia, Dor e Terapia Intensiva da Universidade Federal de São Paulo
Vice Presidente do ILAS – Instituto Latino Americano de SEPSE
Editora Chefa da Revista Brasileira de Terapia Intensiva

“Quando a febre é contínua, a superfície externa do corpo está fria e existe internamente uma grande sensação de calor e sede, a afecção é mortal”. O pai da medicina há mais de 2000 anos reconheceu a sepse como uma afecção importante e fatal. Após tanto tempo e tantos avanços na medicina ainda enfrentamos um desafio igual ao de Hipócrates; reduzir a mortalidade da sepse. Apesar dos grandes avanços da terapia intensiva as armas mais importante que temos para vencer o desafio são o diagnóstico e tratamento precoces da doença. Parece fácil?

Então vamos aproveitar o Dia Mundial da Sepse para nos unir em torno da implantação destas medidas eficazes e definitivamente vencer este desafio.”

DR. FELIPE DAL-PIZZOL
Médico intensivista

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