“Faz dois meses que tive sepse com edema pulmonar agudo, taquicardíaco e falência múltipla dos órgãos. Infelizmente no meu caso, os médicos demoraram a perceber os sintomas. A falta de ar por exemplo, foi dita como “psicológico” devido a internação, a tosse como “chamar atenção”, até que aconteceu o pior, o acúmulo da água no pulmão, que me levou rapidamente à UTI, com o nível de oxigenação lá embaixo, precisando respirar por ventilação artificial, no qual utilizaram como medida para ressuscitação cardiopulmonar. Não deram expectativas de sobrevivência para família e amigos, as primeiras 48h foram importantes e cruciais para o tratamento, mas graças a Deus e a competência de outra equipe, na UTI, consegui sobreviver. Apesar do físico ainda estar delimitado, atualmente faço fisioterapia respiratória, antibióticos por 6 meses, para evitar contato do organismo com bactérias e acredito que vivo um dia de cada vez.  Além das sequelas físicas, a emocional, de vez em quando ainda abala. Lembro dos momentos críticos, entre a vida e a morte, de me despedir sem poder falar uma palavra, das pessoas que amava, tudo por negligência de médicos, que ignoraram os principais sintomas da sepse, no início da internação, onde a princípio, havia sido internada com infeção na bexiga que rapidamente chegou ao rim, que alcançou a corrente sanguínea, generalizando… É importante alertar os profissionais, das principais características da sepse, evitando quem sabe, um caso como o meu, que felizmente teve final feliz, mas poderia ter tido um caminho totalmente oposto.”

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