Há pouco mais de 2 anos perdi meu pai para Sepse. Ele tinha 81 anos, era diabético, cardiopata e hipertenso.
Na época estava cursando o curso de Habilitação em Odontologia na Terapia Intensiva e já estava realizando estágios em Hospitais privados.
Já havia me encantado com o estudo da Sepse e até havia apresentado aula em um Congresso Internacional  (em uma UTI Clínica – Sepse e Odontologia).
E de repente meu pai dá entrada no Hospital com rebaixamento do ní­vel de consciência, saturação 74, febre…  e mesmo apresentando todas as comorbidades crônicas … não foi diagnosticada sua infecção primária,  que era uma pneumonia da comunidade…depois de 3 dias de internação em unidade hospitalar ele evoluiu para Choque Séptico e no momento da intubação foi que confirmaram a pneumonia. Foi tratado por médicos experientes, com mais de 30 anos de profissão, cardiologista, neurologista e mesmo assim não se estabeleceu o protocolo de Sepse ao dar entrada no PS.
Vivenciei na prática a falta de conhecimento e preparo de toda a equipe médica, desde o PS até a unidade no reconhecimento precoce da Sepse e abertura do protocolo.
Pude acompanhar meu pai por 5 dias na UTI e identificar todos os sinais e sintomas, como a hipoperfusão tecidual, disfunção orgânica até a falência múltipla de seus orgãos.
Hoje trabalho em um Hospital que possui 3 unidades de UTI (Geral, Coronária e Pediátrica/ Neonatal) e fazemos constantes estudos da Sepse, através das aulas da Equipe Multidisciplinar na Educação Continuada.
Sou filiada ao Ilas e  a AMIB , recebo material de divulgação e estamos no esforço de inscrever o Hospital na Projeto do ILAS.
Há muito o que divulgar. Tanto para o público leigo como para os profissionais de saúde para que possamos diminuir a taxa de mortalidade da Sepse.. E que não seja preciso que percamos um familiar ou ente querido para experimentarmos essa necessidade.

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