Depoimentos

"Levando em consideração que cerca de metade dos pacientes com sepse são atendidos em um serviço de urgência e emergência a ABRAMURGEM (Associação Brasileira de Medicina de Urgência e Emergência) sente-se diretamente responsável em apoiar iniciativas que promovam o conhecimento, a capacitação, e a educação continuada na SEPSE. A responsabilidade do médico emergencista é muito grande. Estamos ao lado de entidades como ILAS, e prontos para colaborar na luta para melhorar nossos indicadores nacionais."

Dr. Fernando Sabia Tallo
Presidente da ABRAMURGEM (Associação Brasileira de Medicina de Urgência e Emergência)

"A mortalidade por sepse hoje no Brasil é elevada, principalmente em hospitais públicos. Um dos principais problemas para o controle da sepse no Brasil é o atraso no diagnóstico, motivado não apenas pelo desconhecimento da doença pelos pacientes e familiares mas pela própria equipe de saúde. Todos os nossos esforços precisam ser feitos para aumentar a percepção sobre a sepse e para que nossas instituições efetivamente implementem protocolos de tratamento..."

Dra. Flávia Machado
Professora Adjunta e Chefe do Setor de Terapia Intensiva da Disciplina de Anestesiologia, Dor e Terapia Intensiva da Universidade Federal de São Paulo
Vice Presidente do ILAS - Instituto Latino Americano de SEPSE
Editora Chefa da Revista Brasileira de Terapia Intensiva

"Quando a febre é contínua, a superfície externa do corpo está fria e existe internamente uma grande sensação de calor e sede, a afecção é mortal”. O pai da medicina há mais de 2000 anos reconheceu a sepse como uma afecção importante e fatal. Após tanto tempo e tantos avanços na medicina ainda enfrentamos um desafio igual ao de Hipócrates; reduzir a mortalidade da sepse. Apesar dos grandes avanços da terapia intensiva as armas mais importante que temos para vencer o desafio são o diagnóstico e tratamento precoces da doença. Parece fácil?

Então vamos aproveitar o Dia Mundial da Sepse para nos unir em torno da implantação destas medidas eficazes e definitivamente vencer este desafio."

Dr. Felipe Dal-Pizzol
Médico intensivista

"A sepse é hoje a principal causa de morte nas UTIs não coronarianas. As taxas de mortalidade são variáveis de acordo com o espectro da doença, com seu reconhecimento precoce e dependente do tratamento adequado. Nesse contexto, infelizmente, o Brasil tem uma das taxas de morte mais elevadas. A mobilização como o Dia Mundial da Sepse deve servir de estímulo para difundir o conhecimento sobre esta síndrome em todas as esferas da sociedade, pois quanto mais o leigo conhecer sobre a doença, mais rápido será o atendimento na emergência. Os governantes precisam ser alertados pelas entidades médicas sobre a gravidade da sepse e seu impacto nos custos da saúde, e os profissionais devem estar mobilizados o tempo todo para melhorar estes números. Lavar as mãos salva vidas! "

Professor Dr. Fernando S. Dias
Presidente da AMIB. Chefe da UTI Geral do Hospital São Lucas da PUCRS e professor assistente da Faculdade de Medicina da PUCRS

"Mesmo em 2013 após tantos avanços nos cuidados de pacientes com sepse, a mortalidade que observamos no Brasil ainda é muito alta. Esta mortalidade é desproporcionalmente elevada se compararmos a outros países. Essas taxas, bem como as graves repercussões de longo prazo da sepse, podem em grande parte ser reduzidas. E só depende de nós, só depende de seguirmos as diretrizes atuais, reconhecer e tratar o mais cedo possível! Não podemos perder mais tempo e mais vidas. "

Dr. Jorge Salluh
Pesquisador Associado do Instituto D'OR de Pesquisa e Ensino, Professor de Pós-Graduação, Instituto Nacional de Câncer, Rio de Janeiro

"Esta é uma grande iniciativa da International Sepsis Forum, que a AMIB e o ILAS estão juntos participando pela segunda vez, mas sinto que pela importância do assunto, não deveríamos ter o "Dia Mundial" e sim o "Mês Mundial da Sepse", como acontece no Outubro Rosa, em que é utilizado o mês inteiro para a conscientização sobre o câncer de mama.

Muito mais pessoas morrem, têm complicações graves e têm custos mais elevados do que os provocados pelo câncer de mama. Estas iniciativas são fundamentais para alertar a população, os governos e a classe médica de que sepse é um grande problema de saúde pública e que para salvarmos mais vidas, precisamos diagnosticar e tratar precocemente estes pacientes. "

Dr. Jose Mario Meira Teles
Presidente passado da AMIB

"As taxas de mortalidade por sepse mundiais e, mais especificamente, as brasileiras, ainda são extremamente elevadas. Mesmo as pessoas que sobrevivem à sepse, acabam por conviver com significativas sequelas em longo prazo. Estes números trágicos ocorrem muito provavelmente em virtude do desconhecimento da população sobre a gravidade da doença e pela demora no diagnóstico da sepse pelos profissionais de saúde. Nós, enquanto profissionais de saúde que cuidamos de pacientes com sepse, temos o dever e o compromisso de mudar esses índices. Por isso, eu apoio e faço parte da Campanha do Dia Mundial da Sepse no Brasil e no Mundo. Precisamos melhorar o conhecimento da população e dos profissionais de saúde a respeito da importante morbimortalidade da sepse no Brasil."

Dr. Luciano Azevedo
Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa
Disciplina de Anestesiologia e Medicina Intensiva - Universidade Federal de São Paulo.
Disciplina de Emergências Clínicas - Hospital das Clínicas – Faculdade de Medicina da USP

"Sepse é um importante problema de saúde pública no mundo, com estimativa de 400.000 casos/ano no Brasil, que acarretam cerca de 200.000 óbitos e elevados custos financeiros para o país. Manifestando-se como diferentes estágios clínicos de uma mesma síndrome é, para o médico, um de seus maiores desafios, uma emergência associada a elevadas morbidade e mortalidade. Ainda hoje, de cada dois pacientes com formas mais graves da síndrome um pode evoluir para óbito em nossos serviços de emergência ou de terapia intensiva; os que sobrevivem podem ter sequelas que alteram sua qualidade e seu tempo de vida. Paradoxalmente, o que tem se mostrado efetivo para reduzir a mortalidade da sepse são medidas mais simples, dentre elas o reconhecimento e intervenção precoces. Nesse sentido, o melhor conhecimento do que é sepse e quais são seus sinais de alarme pela população é um passo fundamental. O dia mundial da sepse busca alertar a população leiga e lembrar aos profissionais de saúde que na sepse que o tempo é fundamental para salvar vidas."

Dr. Reinaldo Salomão
Prof. Titular da Disciplina de Infectologia - Departamento de Medicina - Escola Paulista de Medicina (EPM)
Presidente do Instituto Latino-Americano de Sepse (ILAS)

"Nos últimos anos, as práticas clínicas baseadas em evidências tornaram-se uma constante para a racionalização de rotinas, a padronização dos processos de trabalho e a realização de procedimentos cada vez mais seguros. No caso da Sepse, os protocolos desenhados para a identificação precoce tem como meta a oferta do tratamento norteado por sinais e sintomas, que associados à rápidas e precisas intervenções, mostram-se um meio hábil para redução da mortalidade. Consequentemente o tempo é fator crucial na evolução da sepse e o Enfermeiro, pela proximidade do cuidado pode atuar junto à identificação precoce, possibilitando infindáveis benefícios ao paciente.

A assistência de enfermagem deve estar amparada nos Bundles ou pacotes de medidas estabelecidos e difundidos no Brasil pelo ILAS. Tais metas devem ser consideradas e encorajadas, sendo importante reduzir os intervalos de tempo entre o início do processo, pois a máxima que pode realmente contribuir para salvar vidas é a organização dos serviços, dos profissionais e o sincronismo do trabalho em equipe."

Dra. Renata Andréa Pietro P. Viana
Chefe do Serviço de Terapia Intensiva do HSPE/SP
Doutora em Ciência pela UNIFESP
Presidente da Associação Brasileira de Enfermagem em Terapia Intensiva - ABENTI

"Nas frentes de emergência, sejam elas pré ou intra hospitalares, por onde o COBEEM circula, levamos constantemente informação, capacitação e estímulo ao profissional enfermeiro na implantação de protocolos sustentados por /guidelines/ do ILAS para atenção ao paciente com Sepse. O enfermeiro tem papel fundamental para um diagnóstico precoce e ações preliminares no atendimento ao pacote de 6 horas, tanto na classificação de risco como na coleta de exames protocolares e direcionamento ao melhor recurso ospitalar, respectivamente. Identificar o paciente com Sepse é responsabilidade de toda equipe de saúde, em qualquer ambiente que se encontre, não sendo diferente para o enfermeiro, e sim uma responsabilidade técnica e social à altura de seus conhecimentos e práticas sustentadas. Avante enfermeiros no DIA MUNDIAL DA SEPSE!"

Sérgio Dias Martuchi
Enfermeiro - Coren SP 67.401
COBEEM - Diretoria