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PERGUNTAS FREQUENTES

Você sabe o é a sepse?

Antigamente era conhecida como infecção generalizada ou ainda como septicemia, a sepse trata-se de uma resposta inadequada do próprio organismo contra uma infecção que pode estar localizada em qualquer órgão. Essa resposta inadequada pode levar ao mau funcionamento de um ou mais órgãos, com risco de morte quando não descoberta e tratada rapidamente. Essa infecção pode ser bacteriana, fúngica, viral, parasitária ou por protozoários.

Quem tem mais risco de adquirir sepse?

Prematuros; crianças abaixo de um ano; idosos acima de 65 anos; pacientes com câncer, AIDS ou que fizeram uso de quimioterapia ou outros medicamentos que afetam as defesas do organismo, pacientes com doenças crônicas como insuficiência cardíaca, insuficiência renal, diabetes; usuários de álcool e drogas e pacientes hospitalizados que utilizam antibióticos, cateteres ou sondas.

MAS ATENÇÃO: Qualquer pessoa pode ter sepse.

Como a sepse pode ser diagnosticada?

O diagnóstico da sepse é feito com base na identificação do foco infeccioso e na presença de sinais de mau funcionamento de órgãos. Não há exames específicos, mas sim aqueles voltados para a identificação da presença de infecção, um hemograma e para a identificação do foco, como radiografia de tórax, e exames de urina. É também importante a identificação do agente infeccioso, com coleta de culturas de todos os sítios sob suspeita de infecção, mas principalmente do sangue. São também importantes os exames para identificar a presença de mau funcionamento dos órgãos, principalmente um exame chamado lactato, que mostra se a oferta de oxigênio aos tecidos está adequada.

Quais os tipos de infecção podem evoluir para sepse?

Qualquer tipo de infecção, leve ou grave, pode evoluir para sepse. As mais comuns são a pneumonia, infecções na barriga e infecções urinárias. Por isso quanto menor o tempo com infecção, menor a chance de surgimento da sepse. Para tal, o tratamento rápido das infecções é uma estratégia que deve ser adotada.

O tratamento da sepse exige recursos sofisticados?

Não. A maioria das medidas eficazes para tratamento da sepse pode ser realizadas com o treinamento dos profissionais de saúde, utilizando recursos disponíveis na maioria das unidades de saúde.

Como é o tratamento?

O principal tratamento da sepse é a administração de antibióticos pela veia o mais rápido possível. Pode ser necessário ainda outros tratamentos dependendo da gravidade do paciente, como por exemplo, oxigênio, soro e outros medicamentos para manter a pressão arterial ou diálise se os rins pararem de funcionar. Um aparelho de respiração artificial pode ser utilizado em caso de dificuldade respiratória grave.

É possível prevenir a sepse?

O risco de sepse pode ser diminuído, principalmente em crianças, respeitando-se o calendário de vacinação. Uma higiene adequada das mãos e cuidados com o equipamento médico podem ajudar a prevenir infecções hospitalares que levam à sepse. Mas atenção: sepse não acontece só por causa de infecções hospitalares. Assim, bons hábitos de saúde podem ajudar. Outra dica importante é evitar a automedicação e o uso desnecessário de antibióticos.
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SOBRE A SEPSE NO MUNDO

Mortes por ano no Brasil
de casos neonatal
de mortes no mundo

Depoimentos

“A mortalidade por sepse hoje no Brasil é elevada, principalmente em hospitais públicos. Um dos principais problemas para o controle da sepse no Brasil é o atraso no diagnóstico, motivado não apenas pelo desconhecimento da doença pelos pacientes e familiares mas pela própria equipe de saúde. Todos os nossos esforços precisam ser feitos para aumentar a percepção sobre a sepse e para que nossas instituições efetivamente implementem protocolos de tratamento…”

DRA. FLÁVIA MACHADO
Professora Adjunta e Chefe do Setor de Terapia Intensiva da Disciplina de Anestesiologia, Dor e Terapia Intensiva da Universidade Federal de São Paulo
Vice Presidente do ILAS – Instituto Latino Americano de SEPSE
Editora Chefa da Revista Brasileira de Terapia Intensiva

“Quando a febre é contínua, a superfície externa do corpo está fria e existe internamente uma grande sensação de calor e sede, a afecção é mortal”. O pai da medicina há mais de 2000 anos reconheceu a sepse como uma afecção importante e fatal. Após tanto tempo e tantos avanços na medicina ainda enfrentamos um desafio igual ao de Hipócrates; reduzir a mortalidade da sepse. Apesar dos grandes avanços da terapia intensiva as armas mais importante que temos para vencer o desafio são o diagnóstico e tratamento precoces da doença. Parece fácil?

Então vamos aproveitar o Dia Mundial da Sepse para nos unir em torno da implantação destas medidas eficazes e definitivamente vencer este desafio.”

DR. FELIPE DAL-PIZZOL
Médico intensivista

Em primeiro lugar gostaria de agradecer a Deus e a ILAS pelo apoio para implantação do protocolo de SEPSE no HSC, e sem dúvidas estendo este agradecimento a todos os envolvidos no processo de atendimento.
Demos um salto magní­fico com uso do protocolo, na mudança de cultura dos profissionais e a quebra de paradigma, antes somente um profissional era detentor do conhecimento para identificão do paciente com SEPSE, na verdade depois de se realizar um trabalho de treinamento e aprimoramento das equipes, percebidamente vemos que a carência dos critérios de saber o que é a doençaa, identificar e tratar era de todos.
Iniciamos com uma taxa de mortalidade em torno de 42%, e com apoio do SCIH e a ação de todos conseguimos depois de quase 2 anos de protocolo implementado atingimos taxa de até 1 digito. Ainda temos uma taxa de não adesão com espaço para melhoria. Tenho certeza que esses números revertidos em uma lógica que são vidas salvas, quebrarão as últimas barreiras que enfrentamos, para sermos vítimas do irreversí­vel e não do ego ou falta de boa vontade em salvar vidas humanas.
Participaremos da pesquisa de SEPSE no PS. Com certeza aprenderemos mais em prol do conhecimento para vencermos essa guerra contra SEPSE

A.R.

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