Minha avozinha veio a falecer em 02/10/18, às 20h 35m, aos 81 anos (no documento, entretanto ela tinha 77 anos) a causa foi: “choque septico, peneumonia, doença pulmonar obstrutiva crônica, insuficiência renal aguda, fibrilação atrial crônica”. Não sei se a pneumonia era comunitária ou adquirida no hospital. 

Fato era que já havia algum tempo que estava fazendo uso de medicamento por bombinha (daquelas para asma), uns meses atras teve quadros de pneumonia, mas tratava-se de uma senhora com histórico de uso fumo (cachimbo) por muitos anos. Ela deu entrada no hospital dia 15/09/18 a tarde, levada por ambulância, com falta de ar e dizendo que achava que era o coração, nesse dia ela olhou para minha prima e disse “que estava indo embora”, desde esse dia ela ficou internada, reclamava que queria ir embora, que já estava bem, reclamava da comida, reclamava dos remédios, se recusava a comer, se recusava a tomar remédio, todas essas coisas bem próprias da idade, mas conversava e estava fazendo exames, no dia 24/09/18 decidiram por interná-la na UTI, que ela teria um acompanhamento mais de perto, que conseguiria tomar as medicações e ia se alimentar por sonda, já que se recusava, ela tinha momentos em que ficava quieta, triste, não falava nada, e outros que ficava radiante, que iria embora de lá porque eu estou grávida e queria ver a bisneta dela que ela tinha certeza que era menina. E assim ela ia oscilando, até então meus familiares não falavam da real extensão do problema, embora quando me disseram que ela iria para a UTI já pensei: “idoso e uti não combinam”; Mas era conduta médica… e se o médico estudou, sabe o que é melhor. Em 30/09/18 entubaram a minha vozinha, pois não estava respondendo aos tratamentos, na segunda feira minha prima disse que os rins estavam falhando, que ela conversava e nossa avó apenas respondia com um suspiro, na terça dia 02/10/18, orei e pedi a Deus que libertasse ela, eu sabia que ela não voltaria mais, no mesmo dia a noite veio a notícia de seu falecimento. Eu me pergunto, quando ela deu entrada no hospital não estava aparentemente tão ruim, conversava, estava animada, e em tão pouco tempo o quadro mudou drasticamente, quando vi a certidão de óbito e li “choque séptico”, sabia que fora isso que a matara, a velhinha já não tinha o melhor dos pulmões, mas me pergunto, se tivéssemos levado para casa, para talvez morrer mais tranquila, talvez tivesse sido mais rápido, talvez não, isso é uma coisa que nunca saberemos.

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